Igreja renova olhar sobre as novas gerações na 62ª Assembleia Geral
- 20/04/2026
Dom Vilsom Basso destaca a força missionária da Ásia para a próxima JMJ e a importância de atualizar o magistério voltado aos jovens
Thiago Coutinho
Enviado especial a Aparecida (SP)

Dom Vilsom espera que os jovens asiáticos participem de maneira ativa da JMJ na Coreia do Sul / Foto: Reprodução CNBB
A Coreia do Sul será palco, no ano que vem, da próxima edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que chega à sua 17ª edição. A fim de contextualizar a participação dos jovens, leigos e religiosos no evento, o noticias.cancaonova conversou com o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Vilsom Basso, em meio aos trabalhos da 62ª Assembleia Geral da CNBB.
Já se passaram três décadas desde que a JMJ esteve em solo asiático, quando foi realizada em Manila, nas Filipinas (1995). “Considerando minha experiência missionária nas Filipinas, onde testemunhei a fervorosa fé católica, prevejo que as Filipinas mobilizarão uma grande multidão de jovens para a Coreia do Sul”, disse o entusiasmado bispo. “A expectativa é de um público numeroso, com uma presença menor da América e da Europa, e uma participação expressiva da África e da Ásia”, acrescentou.
Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil
Tema da atual edição da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, as Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil também abordarão uma atualização do documento para a juventude. “As diretrizes, em fase de aprovação há seis anos, incorporam as novidades dos últimos anos, incluindo o Sínodo sobre a Sinodalidade”, recordou Dom Vilsom. “Na atualização para a juventude, incluímos todo o magistério do Papa Francisco, o documento final do Sínodo, a Christus Vivit, e agora, as mensagens do Papa aos jovens. Temos grandes expectativas, pois acreditamos na força das novas gerações”, ressaltou.
Para o bispo, é necessário que a Igreja tenha, sim, um olhar especial sobre os jovens, porque é responsabilidade deles também evangelizar e disseminar a Palavra de Deus. “O que será da Igreja e da sociedade se não cuidarmos delas? A Igreja reconhece essa responsabilidade, e os bispos demonstram grande dedicação a esta causa. Portanto, aguardamos com otimismo o que está por vir, visando comunicar o coração das novas gerações em nosso país”, finaliza.
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