Papa em visita a prisão de Bata: “Ninguém é excluído do amor de Deus”
- 22/04/2026
Em seu discurso, Leão XIV frisou que Deus nunca se cansa de perdoar e sempre abre uma nova porta a quem reconhece os próprios erros e deseja mudar
Julia Beck
Da Redação

Detentos em fila no pátio do presídio de Bata em encontro com o Papa Leão XIV / Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Durante sua viagem apostólica à Guiné Equatorial, o Papa Leão XIV visitou nesta quarta-feira, 22, a Prisão de Bata, onde dirigiu palavras de esperança aos detentos e aos profissionais que atuam no centro penitenciário. Em seu discurso, o Pontífice destacou que nenhuma pessoa está fora do alcance da misericórdia divina e incentivou os presos a não perderem a confiança em um novo começo.
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“Hoje, estou aqui para vos dizer algo muito simples: ninguém é excluído do amor de Deus. Cada um de nós, com a sua história, os seus erros e sofrimentos, continua a ser precioso aos olhos do Senhor”, afirmou o Santo Padre, ressaltando que o amor de Deus é capaz de transformar até mesmo “o coração mais endurecido”.
Justiça e reconstrução
O Papa também refletiu sobre o sentido da justiça, afirmando que ela não deve se limitar à punição, mas buscar a reconstrução da vida das vítimas, dos culpados e das comunidades feridas pelo mal. “Não há justiça sem reconciliação”, declarou, defendendo iniciativas que promovam a reparação e previnam novas injustiças.
Dirigindo-se diretamente aos presos, o Pontífice reconheceu que a prisão pode parecer um lugar de solidão e desolação, mas recordou que esse tempo também pode se tornar ocasião de reflexão, crescimento pessoal e mudança de vida. Ele pediu que sejam oferecidas oportunidades de estudo e trabalho digno dentro das unidades prisionais.
“A vida não é determinada apenas pelos erros cometidos. Existe sempre a oportunidade de se reerguer, de aprender e de se tornar uma pessoa nova”, disse. Leão XIV recordou ainda que os detentos não estão sozinhos: suas famílias os aguardam, muitas pessoas rezam por eles e a Igreja permanece ao seu lado.
Cada dia, um novo início
O Papa também dirigiu palavras de gratidão ao diretor da prisão, aos agentes penitenciários e ao capelão local, destacando a importância de um serviço que una segurança, respeito e humanidade, favorecendo a reintegração social dos reclusos.
Ao concluir a visita, Leão XIV confiou todos à proteção de Nossa Senhora, Mãe de Misericórdia, e renovou sua proximidade ao povo da Guiné Equatorial. “Deus nunca se cansa de perdoar. Ele abre sempre uma nova porta a quem reconhece os seus erros e deseja mudar. Não permitais que o passado vos roube a esperança no futuro. Cada dia pode ser um novo início”, exortou. Por fim, deixou uma mensagem de encorajamento: “Uma pessoa que se reergue depois de ter caído é mais forte do que antes”.
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