Secretário e servidora de prefeitura na Bahia são afastados após operação que investiga execução de contratos irregulares
27/01/2026
(Foto: Reprodução) Operação Carta Marcada revela esquema irregular na prefeitura de Itagibá
Um secretário e uma servidora da Controladoria da cidade de Itagibá, no sudoeste da Bahia, foram afastados dos cargos, nesta terça-feira (27), durante uma operação que investiga um esquema criminoso estruturado voltado à execução irregular de contratos de prestação de serviços firmados entre a prefeitura e empresas privadas.
Na "Operação Carta Marcada", quinze mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Itagibá (7), Dário Meira (4), Ipiaú (3) e Jequié (1).
Durante as buscas, foram apreendidos celulares, documentos, cerca de R$ 70 mil em espécie e computadores, que serão periciados e poderão contribuir com o aprofundamento das investigações.
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A Justiça também bloqueou aproximadamente R$ 2 milhões em bens e valores de cada investigado. A TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia na região, apurou que se tratam do secretário de Finanças, Edival Luciano da Silva Filho, e da controladora-geral do município, Isana Fontoura Miranda.
Um secretário e uma servidora da Controladoria da cidade de Itagibá, no sudoeste da Bahia, foram afastados dos cargos.
Polícia Civil
O g1 tenta contato com as defesas dos investigados, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.
Já a Prefeitura de Itagibá informou que cumpriu a decisão judicial para garantir a integridade das apurações. Disse ainda que colabora com as autoridades, que passou todas informações e documentos necessários para esclarecer os acontecimentos, e que aguarda a conclusão das investigações para se manifestar de forma mais detalhada.
Como funcionava o esquema
As investigações apontaram indícios de direcionamento contratual e de contratações reiteradas com base em inexigibilidade de licitação, em possível violação à legislação vigente.
Dinheiro, celulares e cartões apreendidos durante a operação
Polícia Civil
De acordo com a polícia, as apurações indicam ainda a atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, com vínculos diretos com os contratos investigados.
Segundo a apuração policial, o grupo apresentava divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos oriundos de contratos supostamente superfaturados.
A polícia informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros recursos possivelmente desviados e eventuais novos suspeitos de integrar o esquema criminoso.
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